sábado, 21 de agosto de 2010

Indaiatuba ganha instituto para auxiliar municípios na captação de recursos

Desenvolvimento,

Indaiatuba acaba de ganhar um instituto que irá auxiliar pequenos e médios municípios na captação de recursos junto aos governos estadual e federal. A idéia é do ex-prefeito José Onério, baseado em sua própria experiência. “Imaginei um instituto capaz de fornecer o caminho das pedras para municípios que às vezes não sabe como captar, administrar e prestar contas de verbas que estão disponíveis junto aos governos. A idéia é propor soluções aos municípios”, revela.

Instalado na Vila Areal, o instituto, que não tem fins lucrativos, ganhou o nome de Igecs, sigla que significa Instituto de Gestão de Cidades. O presidente é Edson Minoru Motooka Takahashi, ex-secretário municipal de Esportes. “Nosso objetivo principal é atender às prefeituras na formatação de projetos que visam a captação de recursos do governo estadual e federal em benefício do desenvolvimento dos municípios”, afirma.
Segundo Motooka, existem inúmeros recursos à disposição dos municípios, que sequer ficam sabendo de sua existência. “Existem prefeituras que acham que o governo federal, por exemplo, só oferece grandes quantias, para grandes projetos. Não sabem que podemos captar R$ 50 mil para a compra de uma ambulância e assim melhorar a vida da população”, diz.

Motooka afirma que o trabalho do Igecs é direcionado, principalmente, para os municípios jovens, de pequeno e médio porte, que agora podem contar com a experiência do instituto na busca de soluções viáveis para atender às necessidades da população. Segundo ele, é possível buscar verbas para todos os setores. “Saúde, educação, esportes, lazer, turismo e cultura; entre outros. Podemos buscar verbas para todos esses setores”.

Soluções, palestras e treinamentos
Que há muita verba perdida dentro dos governos, não é novidade para ninguém. O problema é que para um projeto imenso ou para um pequeno projeto, não importa, o caminho é o mesmo: longo, requer uma série de procedimentos e conhecimento de causa para ser cumprido.

“É por isso que muitos municípios abrem mão da verba. O processo é, de fato, complicado. Começa na captação do recurso, passa pelo desenvolvimento do projeto, entrega da documentação, cumprimento de prazos rigorosos e vai até a prestação de contas, junto aos tribunais fiscalizadores”, confirma Motooka.

O Igecs, afirma seu presidente, pode auxiliar as prefeituras em todas as fases: do desenvolvimento, que é colocar o projeto no papel, até a sua execução, o que inclui, inclusive, contratação de mão-de-obra.

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